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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Perder a salvação não, perder o reino.

UMA BREVE EXPLANAÇÃO SOBRE REINAR E SER SALVO

Aprendemos por tradição que se "aceitamos Jesus" vamos para o céu, entretanto se prestarmos atenção direitinho, há algo a se pensar: é Deus que vem habitar conosco e não nós que subimos (Apocalipse 21:1,2,3). Então essa coisa de morrer e ir pro Céu, é uma informação que não está totalmente certa, na verdade está incompleta.
Podemos ver pelas escrituras, que a salvação é só o início de uma caminhada, onde acontece o nascer de novo, porém, todo aquele que nasce tem que crescer e se tornar um adulto para ser alguém, ou mais especificamente, para ser um “rei e um sacerdote” (Apocalipse 1:6; Apocalipse 5:10), e assim reinar!
Mas assim como fomos salvos usando do nosso livre arbítrio, para o crescimento e desenvolvimento da salvação essa lei ainda continua valendo, pois apesar de termos sido comprados, o Senhor ainda age no desenvolvimento da nossa salvação por meio da nossa vontade, o livre arbítrio. Aí surgem algumas questões: e se alguém que nasceu de novo, não crescer, não desenvolver a salvação? Há essa possibilidade na Bíblia? E se há, quais as conseqüências disso? Como viverei na eternidade dessa maneira? Pois temos que ter uma coisa bem clara: a morte não transforma ninguém. Passarei para a eternidade no estado em que estiver aqui na terra. Se morrermos carnais, ressurgiremos carnais, e não espirituais; se morrermos meninos, ressurgiremos como meninos, e não como adultos.
Uma coisa é certa, inquestionável e irrevogável, uma vez salvo, sempre salvo, pois é pela graça, é um dom de Deus (Romanos 11:29; Efésios 2:8-10), e Deus não aborta um filho, nem mesmo o rebelde, porque Ele é fiel: “Aquele que começou a boa obra é fiel para terminá-la.” (Filipenses 1:6), mesmo que esse filho cometa atos do tipo trair o seu próprio pai com sua madrasta (ICoríntios 5:1-5). Deus não desistirá dos filhos rebeldes, mas os disciplinará, terminará a obra que iniciou, ou aqui nessa vida, ou depois. As estrelas diferem em glória, e os filhos de Deus também se diferem um dos outros. (I Coríntios 15:38-41; I Coríntios 3:1-3; Hebreus 5:13,14; I Coríntios 2:14,15; II Timóteo 2:20,21)
Mais uma coisa que também tem que ser esclarecida: somos um ser constituído de três partes: espírito, alma e corpo (I Tessalonicensses 5:23). E a salvação engloba esses três aspectos, porém, em períodos distintos. Como diz meu pai: “Eu fui salvo, estou sendo salvo e serei salvo.” Primeiro, nós fomos salvos da condenação do pecado, quando cremos no sacrifico de Jesus, nosso espírito foi salvo, ressuscitamos (João 3:16; Romanos 5:16,18,19). Agora, estamos sendo salvos do poder do pecado; é a salvação da alma (vontade, intelecto e emoções). Aqui é o mais importante, e o que se dá diariamente conosco, e onde está a questão do Reino. O poder do pecado sobre a alma exige que “neguemos a nós mesmos e carreguemos a nossa cruz”, isso exige perseverança, fé, humilhação e como veremos a seguir, corremos o risco de falhar nessa libertação, restando apenas uma solução para a alma rebelde, o fogo. Devemos perder nossa vida (psique=alma) para ganharmos a vida (zoe=vida abundante). Aquele que não perde a vida do velho homem não pode ganhar a vida do novo homem, que se dará no Reino Milenar. Esse julgamento se dará na vinda do Filho do Homem, ou seja, antes do Milênio (Mateus 16:24-28; Lucas 9:23-27). E finalmente, após o julgamento, na ressurreição, nossos corpos serão transformados, seremos salvos e livres da presença do pecado (I Coríntios 15:51-54).
A outra parte desse assunto é que a Bíblia nos fala na cronologia do plano de Deus que antes da eternidade e do “julgamento do Trono Branco”, há um período de mil anos que Jesus reinará na terra e que, para entrar nesse Reino haverá um julgamento também, o Tribunal de Cristo. Esse Reino é também chamado de as Bodas do Cordeiro. Um aspecto que é pouco conhecido sobre isso é que: nem todo salvo reinará, apesar de que ele viverá a e na eternidade com o Pai, porém, uns como reis, como noiva e outros como nações; uns como a Cidade Celestial a Nova Jerusalém, e outros fora dela, vivendo sob sua luz. (Apocalipse 21).
            Porque o Pai ama aos filhos a quem corrige (Hebreus 12:5,6), haverá um julgamento do seu povo, isto é, na Casa de Deus (Hebreus 10:30,31 e I Pedro 4:17); consequentemente há uma sentença, um veredito nesse julgamento, não para condenação, mas para disciplina e para purificação. Obviamente, não é juízo para a salvação, mas sim do que se fez com a salvação (Hebreus. 10:29) e isso acarreta em conseqüências.
Se aquele que rejeitou a salvação tem como conseqüência o Lago de Fogo, que é a eternidade excluída de Deus, aquele salvo que não desenvolveu sua salvação (Filipenses 2:12) e a desprezou (Hebreus 10:29), esse sofrerá o dano (I Coríntios 3:14,15), ficará fora do Reino Milenar, onde há Trevas e ranger de dentes, onde o fogo purificará a alma. Então temos também que aqui romper com uma outra tradição ensinada a respeito das expressões “trevas exteriores e ranger de dentes” e “fogo”, pois estas não são expressões e situações sinônimas e semelhantes ao “inferno” ou o Lago de Fogo do juízo do Trono Branco (Apocalipse.20:11-15).
Lago de Fogo é para aqueles que rejeitaram o sacrifício de Jesus na cruz, e por isso viverão na eternidade exclusos da presença de Deus. Agora, para aqueles que nasceram, mas não cresceram, foram apóstatas, meninos em cristo, carnais, pecaram contra o Espírito Santo, só resta o fogo (I Cor 3;13-15; 5:1-5; Hebreus 6:4-8; 10:26,27); esses ficarão fora do Reino Milenar, serão purificado pelo fogo, para que possam viver a e na vida eterna, pois estão escritos no Livro da Vida, uma vez que creram no sacrifício de Jesus e nasceram de novo.
A primeira ressurreição é para o Reino Milenar, e nem todos os filhos serão os "Bem aventurados", e estarão aptos a reinar, como uma Noiva gloriosa, sem mancha, sem ruga e sem mácula, isto é para os Vencedores (Apocalipse 20:6; Apocalipse 19:7,8; Apocalipse.2:7,11,17,26; Apocalipse.3:5,12,21; Apocalipse 12:10,11;).  Aqueles que não perseveraram e não foram fiéis, permanecerão mil anos fora do Reino, sob uma certa expectativa de juízo e ardor de fogo, (Hebreus.10:26,27), até o Juízo Final, para depois serem levados para a Vida Eterna no Novo Céu e numa Nova Terra, pois optaram pela porta larga, cometeram iniquidades e não conheceram seu Senhor (comunhão), suas vestes não eram apropriadas (Parábola das Bodas), suas lâmpadas não haviam óleo (Parábolas das 10 virgens) e seus talentos não renderam juros (Parábola dos talentos). Essas parábolas dizem respeito aos salvos e não aos perdidos. (Mateus 7:13,23; Mateus 22:1-14; Apocalipse 19:7,8; Mateus 25:1-13; Mateus 25:14-30).
A obra de Deus em nós é tipificada por três metáforas: primeiro, somos como uma construção de um edifício, mais especificamente um Templo, e nessa construção há pedras de ouro, de prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Essa edificação é assolada e provada pelo fogo e pela tempestade; àqueles que permanecem e resistem, recebem o galardão, ou seja, reinarão com o proprietário desse Templo, mas aqueles em que a sua edificação não resistir a pressão do fogo e da tempestade, só lhes restará uma purificação pelo outro fogo, a fim de viverem na eternidade sob a luz da Nova Jerusalém, pois "aquele que destruir o Templo de Deus" que somos nós, este será destruído - disciplina pelo fogo. (ICoríntios 3:11-17; IPedro2:5; Mateus7:24-27; Apocalipse 21:2,3,9,10,11,22,23,24,26; Apocalipse 22:2 )
            A segunda metáfora é uma plantação de trigo, uma seara. João Batista quando veio afirmou que Jesus recolheria essa plantação de trigo no seu celeiro, e que a palha que fosse colhida junto com o trigo seria queimada. Quando da colheita desse Trigo, aqueles que amadureceram primeiro, ou seja, as primícias, serão escolhidos, colhidos primeiro. Já aqueles que tardaram em amadurecer, se tornaram como a palha, estes serão queimados, para uma futura colheita. (Mateus 3:11,12; Apocalipse 14:4; Mateus 24:38-41; Apocalipse 14:14-16;)
Uma terceira metáfora apresentada pelas Escrituras no tratamento do Pai com seus filhos é a vinha, a plantação de uvas. Jesus disse que ele é a videira verdadeira, e que nós só poderíamos ser frutíferos, isto é, semelhantes à Ele, se permanecêssemos Nele, ou seja, comunhão com Ele, comunhão do Espírito. Aquelas varas que comungam com o Seu Espírito, Ele as poda, para que frutifiquem mais ainda, já aquelas que são infrutíferas, se apostatam Dele, esses Ele as corta, e as queima. (João 15:1-6; Isaías 5:3-7)
O que temos que entender que essas passagens todas citadas acima não se referem à “pessoas do mundo”, mas aos filhos de Deus, aos discípulos de Jesus.
Então há três tipos de pessoas no meio do povo de Deus: há o trigo, a palha e o joio; há o adulto, há a criança e há o escravo, porém o menino se parece muito com o escravo, e por isso às vezes ele nem parece salvo, parece com o joio, mas não é, pois é um herdeiro. (Gálatas 3:29; 4:1-2; I Coríntios 3:1-3; Hebreus 5:13,14), Mas há também aquele que nunca nasceu de novo, o joio, que foi plantando no nosso meio pelo inimigo (Mateus 13:24-30).
Resumindo há o trigo, o joio, e o que parece com o Joio, mas este é um trigo que não amadureceu. E há também o joio que se parece com o trigo que não amadureceu, mas na verdade este nunca nasceu de novo, e é obra do inimigo.
Gostaria que refletissem nas expressões abaixo, apresentadas em vários textos Bíblicos, pois os mesmos são sinônimos, ou seja, referem-se aos mesmos tipos de pessoas, à mesma situação e mesma condição:

Menino = Carnal = Chamados = “ver o reino” = feno, madeira, palha = vara sem frutos = praticar iniquidade = “aquele que não negou a si mesmo, não carregou a sua cruz, não perdeu sua alma” = apostatados = o povo no deserto (inclusive Moisés) = sair do Egito.

O Filho de Deus sendo menino é carnal, e opta por uma porta larga, por isso ele pratica iniqüidade, não nega a si mesmo e nem carrega a sua cruz. È uma vara sem frutos, consequentemente suas obras são como feno, madeira e palha. Ele apenas saiu do Egito, e somente viu o Reino, mas não prosseguiu em direção à Canaã afim de reinar, mas prostrou-se no deserto, por isso verá somente o Sol da Justiça.

Adultos = espirituais = escolhidos = “entrar no reino” = ouro, prata e pedras preciosas = vara com frutos = “aquele que negou a si mesmo, carregou a sua cruz,  perdeu sua alma” = Noiva = Nova Jerusalém = Vencedores = Josué e Calebe = Entrar em Canaã.

O Filho varão é um adulto e espiritual, optou pelo caminho da porta estreita. É uma vara frutífera, nos quais suas obras são como ouro, prata e pedras preciosas. Viveu em comunhão com o Espírito, negando a si mesmo e carregando a sua cruz, por isso entrou em Canaã, possuindo a Terra, na qual reinará 1.000 anos com Cristo. Estes são os Vencedores, a Noiva Gloriosa, sem mancha, sem ruga e sem mácula, e a Estrela da Manhã brilhará para este, antes da aparição do Sol da Justiça.

           Texto de:  Renato Montuani Filho

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